Mas a aurora
Nos campos de batalha
Resplandece o rubro-carmim
Enquanto o crepúsculo
Nos cega de todo sangue
Que sangramos naqueles
Jardins
E como anjos e demônios
Matamos as certezas
De nossos inimigos
Todos eles refletidos
Em espelhos líquidos
Espalhados nos jardins
E para acalmar
Todas as almas incrédulas
Faz-se ouvir
O som das cornetas
Mas já não é possível saber
Se pela alvorada
Ou pelo crepúsculo!
Nenel Araujo
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