quinta-feira, 22 de junho de 2023

 Mas a aurora 

Nos campos de batalha 

Resplandece o rubro-carmim

Enquanto o crepúsculo 

Nos cega de todo sangue 

Que sangramos naqueles

Jardins

E como anjos e demônios

Matamos as certezas 

De nossos inimigos 

Todos eles refletidos

Em espelhos líquidos 

Espalhados nos jardins

E para acalmar

Todas as almas incrédulas 

Faz-se ouvir 

O som das cornetas

Mas já não é possível saber

Se pela alvorada 

Ou pelo crepúsculo!


Nenel Araujo

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