domingo, 13 de setembro de 2015

Não sei de mim ao menos o que sou
de mim só sei o que acho que sou
e acho ser tao pouco 
como pouco são estes versos 
que deixo impressos em mim.


Nenel Araujo
Santos [insantos], santificados
Infames famintos, insaciáveis
Justos injustos, justificados
E o murmúrio do enfermo é abafado
Somente pela morte é aliviado
E as misérias e palafitas
De um Rio negro
Por belas torres à beira mar
São obnubiladas
Só para não se enxergar
Que do lado de lá
Santos [insantos], são santificados
Infames famintos, não são saciados
E justos injustos, sempre justificados.

Nenel Araujo
O homem não se contem
Contenha o homem
O homem não se subsidia
Subsidie o homem
O homem não se entende
Entenda o homem
O homem não ser atrasado
Atrase o homem
O homem não se detém
Detenha o homem... Detenha o homem...
O homem... O homem... O homem...
Oh! homem atrasado.

Nenel Araujo


Quisera eu ser um pássaro livre
Para voar de encontro ao vento
Que trás o futuro
E perguntar-lhe
Sobre um passado
Onde um dia
Me disseram
Que o futuro, era Eu!

Nenel Araujo
Fito meu olhar para o horizonte
Desejo sempre chegar ao fim do horizonte
Desejando chegar ao seio de minha alma
Sigo na busca [ por descobrir-me ]
Transcendendo o tempo [ a todo momento ]
Querendo encontrar-me
Só! Encontro o horizonte
Cada vez mais distante
Transcendo, então, meu olhar
Para dentro de mim
Descubro enfim
O fim do horizonte
Chego enfim ao 
Ao âmago de minha alma.

Nenel Araujo
Nada mais dói que a dor
Não! Melhor, nada mais dói que a felicidade
Pois a dor, dói e passa 
E depois que passa 
Vem o alívio
Já a felicidade vem e passa
E quando passa 
Perpetua-se a dor.


Nenel Araujo